O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 30/10/2020
O lixo é algo exclusivamente humano, já que na natureza não existe. Pode ser classificado como orgânico (restos de alimentos, folhas, sementes, papéis, madeira, entre outros), inorgânico que podem ser recicláveis ou não (plástico, metais, vidros, etc.), lixo tóxico (pilhas, baterias, tinta, etc.) e lixo altamente tóxico (nuclear e hospitalar). Com isso, o lixo pode ter diversas origens, dentre as principais estão os resíduos domésticos, sólido urbano, industrial, hospitalar e nuclear.
O Brasil produz quase 150.000 toneladas de lixo por dia (77% de origem residencial). Segundo a ABREPE (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), 60,5% dos municípios brasileiros não realizam a coleta adequada de seus resíduos sólidos. Na maior parte do país, o lixo é descartado em lixões, ou seja, locais onde o lixo é simplesmente despejado, sem se preocupar com a separação de produtos orgânicos e inorgânicos ou com reciclagem e tratamento de resíduos que podem contaminar solos e rios. Os sistemas de disposição de lixo mais corretos e adequados são os aterros sanitários, pois são construídos em locais afastados de mananciais e áreas residenciais, e sua construção básica é com materiais impermeabilizantes como o PVC, para que o chorume (líquido formado pela decomposição do lixo) não entre para o chão.
O lixo é um grande problema, mas as soluções são diversas e dependem da fonte que o emite. Os resíduos devem ser tratados com os maiores cuidados, pois colocam em perigo reservas naturais, poluem e colocam em perigo outros ambientes.