O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Desde a Primeira Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII, houve muitas mudanças no estilo de vida das pessoas, já que elas estão cada vez mais consumistas. Com isso, a produção de lixo cresce de maneira descomunal e o descarte inadequado gera consequências, como a poluição do solo, da água e do ar.                                                               Desde já, convém ressaltar que o aumento do consumo de bens não foi acompanhado da mudança de hábitos. No cotidiano há, cada vez mais, o uso de descartáveis, como fraldas e embalagens plásticas, que, após o uso, são “jogados fora” e destinados, muitas vezes, a imensos lixões a céu aberto; mostrando, não apenas uma falta de instrução social sobre a destinação dos lixos, mas também, uma falta de políticas municipais a fim de promover a reciclagem e minimização dos impactos”.

Quase metade dos municípios brasileiros (49,9%) pesquisados ainda despeja resíduos em lixões – depósitos irregulares e ilegais. Além disso, 17,8 milhões de brasileiros não têm coleta de lixo nas casas e apenas 3,85% dos resíduos são reciclados. Os dados fazem parte do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb).

Cabe ao Ministério da Educação inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina Educação Ambiental, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, aumentar o índice de reciclagem, investimento na construção de aterros sanitários, fiscalização da coleta seletiva e destinação final do lixo.