O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 30/10/2020
Desde a Primeira Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII, houve muitas mudanças no estilo de vida das pessoas, já que elas estão cada vez mais consumistas. Com isso, a produção de lixo cresce de maneira descomunal e o descarte inadequado gera consequências, como a poluição do solo, da água e do ar.
Primeiramente, cabe destacar a negligência estatal com a questão do lixo, como um dos principais desafios a serem enfrentados. Em defesa disso, uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), revelou que existem poucos aterros sanitários que conseguem realizar a separação do gás metano dos aglomerados de lixo, principal gás liberado na decomposição de matéria orgânica, o que contribui com o aumento anômalo do efeito estufa, fato prejudicial ao meio ambiente. Ademais, a mesma faculdade mostra que ainda são mínimos recursos destinados à manutenção sustentável do lixo, fazendo com que, no país, os prejuízos desse descuido se ratifiquem a desarmonia ambiental.
Promulgada pela ONU em 1948, a declaração dos direitos humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o lixo gerado pelo alto consumo da sociedade brasileira impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada. A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e o resultado desse contraste é claramente refletido no aumento do consumo desnecessário. Segundo o instituto gea diariamente são coletados quatorze milhões de quilos de lixos na cidade de São Paulo. Diante do exposto, é inadmissível que em um período de trinta dias uma única cidade descarte 420 milhões de lixos, doenças e poluições.