O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 30/10/2020

No documentário “Trashed – para onde vai nosso lixo”, dirigido por Candida Brady, é possível perceber que o destino do lixo é totalmente inadequado e cita que os governos não parecem se importar com a saúde do meio ambiente. Tem como o objetivo influenciar o telespectador a fazer sua parte por meio de exemplos como: acabar com o uso de sacolas plásticas e separar corretamente os resíduos em suas próprias casas. Mesmo com pesquisas e dados deploráveis da saúde ambiental, nota-se erros da participação da população em ajudar e colaborar em sociedade.

A falta de um local adequado para o despejo do lixo ainda é um problema para a maioria das cidades urbanas. De acordo com o Eleusis Di Creddo, em uma entrevista para IHU On-line, “o lixão é um crime ambiental” por contaminarem demais o solo e formarem resíduos até mais poluentes do que o próprio o esgoto.

De acordo com dados do Panorama de Resíduos Sólidos 2017 da Aprelbe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública de Resíduos Especiais) produzem-se cerca de 1,4 bilhões de toneladas de lixo por dia, o que torna um grande desafio para a sustentabilidade global. Segundo a ONG, o Brasil é hoje o quarto maior produtor de lixo plástico e, mesmo que haja coleta seletiva, apenas 17% da população é atendida por ela.

Com isso, cabe ao Estado investir em aterros sanitários, à população em desenvolver o “consumo consciente”, ou seja, não comprar além do necessário e desse modo produzir menos lixo, e ao governo, promovendo incentivos fiscais para que as empresas adotem medidas a fim de recolher os materiais descartáveis e levá-los para seus devidos destinos.