O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 17/11/2020
O Verde Fraco
Consoante ao hino nacional brasileiro “Gigante pela própria natureza, és belo, és forte”. Todavia, na contemporaneidade, em uma sociedade totalmente consumista, o Brasil enfrenta grandes entraves para a preservação de seu meio ambiente, cuja a causa relaciona-se à educação ambiental falha por parte da população e as poucas iniciativas governamentais de cuidado com a natureza.
Nesse contexto, é preciso destacar que a educação de muitos cidadãos brasileiros em quesitos ambientais é pífia. Os hábitos de descarte do lixo, em grande parte, são efetuados de forma inadequada, originando a degradação da fauna e flora nacional. Parafraseando o educador brasileiro Paulo Freire “ Se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Diante de tal premissa, é necessário que o comportamento ambiental de cada indivíduo mude, para que a sociedade encontre o caminho para a preservação. Por conseguinte, tal educação e conscientização devem ser transmitidas, no âmbito familiar, para as futuras gerações.
Da mesma forma, é indispensável pontuar que as medidas de conservação ambiental, por parte do Governo Federal, são arcaicas, facilitando o consumo exacerbado e a dispensa de resíduos de forma incoerente. Segundo pesquisa realizada pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), 6,3 milhões de toneladas de lixo ficaram sem ser recolhidas nas cidades. Dessa maneira, o Brasil é o país que mais produz resíduos na América Latina, sendo responsável por 40% do despojo. Por isso, somente algumas atitudes isoladas, não irão romper essa alienação de compra e descarte.
Portanto, buscando reduzir os danos de tais atos, medidas efetivas fazem-se urgentes. Assim sendo, o Ministério da Educação, precisa criar, em escolas e universidades, com o auxílio de ambientalistas, projetos ambientais que promovam o contato dos alunos com a natureza, salientando os modos e meios de preservação da mesma. Outrossim, o Ministério da Economia deve criar o projeto “Cidade Verde”, que aliado as Prefeituras Municipais forneça incentivos fiscais, para empresas que exercerem um papel mais atuante na reciclagem municipal, e a redução IPTU para famílias que se cadastrarem no programa e acatarem as recomendações de especialistas que fiscalizaram através de visitas mensais nas residências. Então, de fato, será possível que o verde louro da flamula brasileira tenha seu destaque.