O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/11/2020

A Terceira Lei de Newton relata que “Para toda ação há uma reação de mesma intensidade e sentido oposto”. De forma análoga a essa teoria, o consumo exagerado e o descarte incorreto de produtos tem ocasionado desgastes ambientais preocupantes para a sociedade. Desta maneira, deve-se analisar problemáticas, como a obsolescência programada e o abandono inadequado do lixo e buscar solucioná-las de forma eficiente.

Em primeira análise, vale ressaltar a influência da obsolescência programada no consumo e descarte do lixo. Em grande parte, os produtos eletrônicos são construídos com um prazo definido de funcionamento em excelência. Essa realidade, gera um descarte muito maior, visto que a partir do momento que o produto fica defasado a vontade de comprar outro é nítida. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, cerca de 81% dos brasileiros trocam de celular sem antes recorrer à assistência técnica, o que confirma o consumismo vinculado à produção de lixo.

Outrossim, o descarte do lixo de forma inadequada é um fator a ser estudado. Sabe-se que a economia mundial é baseada no poder de compra, porém o descarte do lixo causado por esse consumo é tratado de forma negligente. Desse modo, o abandono o lixo de maneira inadequada acarreta em danos ambientais graves, como a morte de animais, plantas e poluição das águas. Conforme dados do  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 50% dos municípios brasileiros ainda possuem lixões a céu aberto, o que reforça uma postura de negligência frente ao descarte do lixo.

Portanto, resultados opostos ao esperado podem acontecer devido a postura social inadequada. Sendo assim, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com as empresas de eletrônicos, deve criar um plano de aproveitamento do lixo gerado pela obsolescência, por meio da reciclagem de materiais, além de redução nos impostos para àquelas que cumprirem o acordo, a fim de diminuir o descarte irregular e gerar criticidade social. Ademais, cabe as prefeituras construírem aterros sanitários, por intermédio de parcerias privadas, visando reduzir os lixões e preservar o ambiente.