O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Concordante com a teoria de Hobbes, em que o ser humano é autodestrutivo, a produção de lixo nos últimos anos vêm aumentado devido aos atos inconsequentes do próprio ser humano. Analogamente, uma parcela de culpa recai sobre a comunidade, que se encontra alienada aos produtos e as propagandas exibidas nas mídias sociais, não refletindo acerca de seus hábitos de compra, como consequência aumentando a produção de lixo mundial. Além de que, as empresas e as companhias fazem de tudo para garantir a atenção do consumidor e assegurar-se que obtenham um lucro alto e valioso, podendo até fazer uso da obsolescência planejada e de técnicas de manipulação.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a facilidade dos indivíduos de serem influenciados com a beleza dos produtos, muitas vezes realizando uma compra inconsequente e gerando diversas decorrências sociais e naturais. Dessarte, entre as consequências sociais, pode-se citar a proliferação da desinformação, em que cada vez mais o consumo imprudente se espalha na sociedade. Já entre os problemas naturais, pode-se mencionar a produção demasiada de lixo, que fomenta a lotação dos lixões, além do agravamento da poluição do solo. Analogamente, isso é consoante com o pensamento do Papa Francisco, que profere que não são só as guerras que corrompem a sociedade, mas também a apatia social, em outras palavras, a alienação populacional interrompe o bem-estar dos cidadãos.
Sob um segundo olhar, segundo as pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, somente 31% dos brasileiros são consumidores conscientes. Outrossim, essa pesquisa reflete uma sociedade baseada na obsolescência planejada, em que as empresas diminuem a vida-longa do produto, com o objetivo de beneficiar-se, consequentemente gerando o aumento da produção de lixo e aumentando a poluição ambiental. Além disso, deve-se salientar o efeito social da produção demasiada de resíduos, em que os cidadãos ficam acostumados a não praticar a reciclagem e nem a reutilizar os produtos adquiridos.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos informar os indivíduos acerca da compra consciente, além de conscientizar acerca dos malefícios do consumo exagerado, realizado por meio de palestras informativas nos centros comunitários, com ambientalistas e direcionado a toda a população, com a finalidade de garantir uma melhor consciência de compra em toda a comunidade nacional e fomentando uma sociedade saudável, conforme os princípios do Papa. Em seguida, o Ministério do Meio Ambiente deve promover uma melhor fiscalização das empresas, por meio de profissionais, que analisarão a vida longa do produto e o declararão apto ou não para consumo, com o objetivo de diminuir a incidência da obsolescência planejada.