O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/11/2020

O Lixo e a Sociedade de Consumo

No livro “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley é retratado um futuro distópico em que o poder pertence a um regime totalitário exercido por laboratórios ao redor do mundo. Nesse sentido, a trama desenvolve-se com a predestinação das classes sociais, efetivando costumes à população favoráveis para o regime, como o consumo exacerbado de bens materiais. Fora da ficção, o cenário brasileiro assemelha-se ao descrito, uma vez que a compra de bens em ressonância à coleta acarretam toneladas de lixo.

Em primeiro plano, vale destacar que em função do avanço tecnológico e das mídias, fez-se influenciada por tendências populares visando prazeres pessoais. Aproximando-se ao conceito estabelecido pelo filósofo Zygmunt Bauman na qual a sociedade, resultante do desenvolvimento da tecnologia e o incentivo a obtenção comercial de mercadorias, anseia por novos produtos e informações atualizadas. Deste modo, o lixo é elevado em grande quantidade, tendo em vista o hábito consumista presente na comunidade.

Ademais, com a discrepância no escoamento do lixo brasileiro, regiões com poderes aquisitivos menores são as mais afetadas. O Estado agregaria diversos interesses das pessoas, promovendo ações que satisfariam a todos. Contudo, indo de encontro, está o quadro brasileiro, já que o depósito de lixo em lugares desapropriados contribui para o aumento da poluição, promovendo doenças e, consequentemente, tornando essas regiões inóspitas.

Para reduzir a produção de lixo no Brasil, urge que o Ministério da Comunicação junto ao Ministério do Meio Ambiente faça campanhas publicitárias, por meios de comunicação analógicos e digitais, instruindo os consumidores a descartar corretamente o lixo. Deste modo o lixo reduzirá, o Estado promoverá a segurança em áreas com probabilidades de serem afetadas pelo lixo e os hábitos implantados futuramente no contingente populacional não seja o consumo.