O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/11/2020
Na série alemã “Dark”, de modo ficcional, é abordada como as relações de causa e feito, ações e consequências estão interligadas. Fora da ficção, nota-se comportamentos negligentes com as consequências futuras na questão do lixo e consumismo no Brasil. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema, que persiste não só pelo individualismo, mas também pela má influência midiática presente na questão.
Em primeiro lugar, vale ressaltar o individualismo como forte empecilho para o problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade pós-moderna é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo, pode ser observada de forma específica na sociedade brasileira, no que tange ao descarte de lixo e ao consumo excessivo, onde sua maioria levam em conta apenas os seus próprios interesses.
Ademais, vale ressaltar também a má influência midiática como propulsor do problema. Conforme Pierre Bordieu, o que foi criado pra ser ferramenta do capitalismo não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Sob essa perspectiva, percebe-se que a mídia em vez de promover incentivo ao consumo consciente e debates que elevem o nível de informação da população sobre os efeitos de tal negligência, ajudam na consolidação do problema.
Portanto, o Ministério da Meio Ambiente, mediante de parceria com o governo, deve implantar o projeto de lei de coleta seletiva. A ação não deverá se limitar somente á essa lei, mas também a ações nas mídias sociais com a elaborações de cartilha de informações, falando sobre o consumo consciente, os efeitos da grande produção de lixo e dados sobre o problema, a fim de reduzir a poluição, dando ao lixo um caminho reciclável, além de elevar o nível de informação da sociedade e repercussão ao problema.