O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 24/11/2020

O artigo 225 da Constituição Federal Brasileira de 1988, prevê que um meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos e a garantia da qualidade de vida. No entanto, na prática, observa-se o interesse de adquirir produtos e suprir necessidades pessoais, mas não há a preocupação do descarte de lixos que, majoritariamente, vão parar na natureza. Sendo assim, é importante conscientizar a população sobre a preservação ambiental para evitar danos ao planeta.

Nesse contexto, o comportamento consumista da sociedade, está associada à busca constante dos produtos ideais. Segundo o filósofo e sociólogo francês, Jean Baudrillard, vivemos em uma “sociedade de consumo”, ou seja, com alto desenvolvimento industrial capitalista e que se caracteriza pelo uso massivo de bens e serviço. Nessa perspectiva, nota-se que o contexto atual é inevitável a necessidade de consumir.

No entanto, em consequência, principalmente, do consumo somado com a falta de uma consciência ecológica da população, o meio ambiente sofre com a sobrecarga de lixo. Nesse viés, o descarte incorreto de objetos e a superprodução de materiais não biodegradáveis para atender à demanda do consumo causa impactos na natureza, tanto na fauna quanto na flora, isso é abordado no documentário “Oceanos de plástico”, desenvolvido pela organização “plastico ocean fundation”.

Evidencia-se, portanto, a necessidade da tomada de medidas para mudar os hábitos do consumidor em relação ao descarte do lixo e assegurar o planeta. Dessa forma, para amenizar o quadro, o Ministério do Meio Ambiente junto ao Ministério da Educação, deve inserir programas de preservação ambiental, através da disponibilização de oficinas de reciclagens gratuitas e abertas ao público nas escolas do país. Desse modo, é possível diminuir esses impactos e garantir a qualidade de vida às presentes e futuras gerações.