O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 04/12/2020
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, assegura diversos direitos ao cidadão, entre eles o acesso à saúde. No entanto, existe uma dicotomia entre o ordenamento jurídico e a realidade objetiva, já que o excesso do acúmulo de lixo e o descarte inadequado se apresentam como questões que afetam a sociedade. Dessa forma, é necessário reverter esse cenário desafiador.
Vale ressaltar que o consumismo em voga na sociedade moderna corrobora para a ocorrência de diversas doenças. Isso porque, uma grande porção dos produtos descartados tem como destino lixões a céu aberto, onde servirão de atrativo para diversos animais indesejados e consigo diversos problemas à saúde humana. Logo, tais mazelas se espalharão com maior facilidade no meio urbano, devido à alta densidade populacional.
Além disso, o descaso do senso comum com a questão ambiental relacionada ao lixo se mostra um agravante para esse cenário. Isso acontece pois a população age de forma refratária quando se propõe mudar os hábitos por outros que sejam mais sustentáveis. Logo, uma mudança de rotina que objetive não agredir o meio ambiente, se mostra uma tarefa de extrema dificuldade, uma vez que a modernidade se encontra profundamente arraigada nos costumes materialistas e capitalistas característicos do século XXI.
Em suma, visando encorajar o descarte adequado do lixo produzido diariamente bem como desestimular o consumo desenfreado, medidas devem ser tomadas. Assim sendo, cabe ao Governo Federal prever no orçamento enviado anualmente ao Congresso Nacional verbas específicas ao Ministério da Educação para elaboração de materiais de referência, como cartilhas e manuais, nas escolas públicas e privadas do país, com a finalidade de ressaltar a importância da coleta seletiva e da reciclagem. Desse modo, a afirmação dos princípio constitucional de acesso à saúde pode ser efetivado.