O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 10/12/2020
Desde a Primeira Revolução Industrial, a sociedade passou a apresentar um alto nível de consumo. Assim sendo, a produção de lixo também aumentou com esse novo padrão capitalista, sendo comum que meios de comunicação fomentem ainda mais o dispêndio com produtos, de modo a criar uma falsa necessidade ao cidadão. Desse modo, com o crescente aumento na produção de resíduos pela sociedade, impactos ambientais tornam-se cada vez mais comuns no Brasil, o que prejudica a qualidade de vida dos brasileiros, de maneira a evidenciar a necessidade de uma intervenção do Estado nesse panorama.
Primeiramente, cabe salientar que, segundo o sociólogo Theodor Adorno, a indústria cultural é o fenômeno em que o capitalismo busca exercer forte influência nos meios de comunicação, afim de alcançar a maximização do lucro. Sendo assim, o pensamento de Adorno é confirmado na medida em que filmes e novelas buscam fazer com que o cidadão tenha a necessidade de comprar algum produto ou vista determinada roupa para ser aceito na sociedade. Logo, o consumo demasiado e, por vezes sem necessidade, gera uma grande quantidade de lixo que precisa ser direcionada para algum lugar, o que ocasiona no aumento na quantidade de lixões e de aterros sanitários.
Consequentemente, conforme indicam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cada brasileiro produz, em média, um quilo de lixo todos os dias. Sendo assim, uma enorme quantidade de resíduos precisa receber um destino e, por vezes, esses materiais são encaminhados a lixões a céu aberto, local esse que não oferece qualquer proteção ao meio ambiente. Dessa maneira, esses resíduos passam a gerar diversos impactos ambientais, como, por exemplo, a poluição de lençóis freáticos que compromete a qualidade da água que poderia, futuramente, ser utilizada pela população, o que é algo extremamente ruim à sociedade e ao meio ambiente.
Portanto, é evidente que o Estado deve intervir nesse cenário o mais rápido possível. Dito isso, o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, deve promover campanhas de conscientização nas escolas do país, por meio da realização de palestras e eventos educacionais com ambientalistas, de forma a mostrar ao jovem os riscos e consequências de seguir padrões de consumo promovidos pelos meios de comunicação, além de incentivar a utilização de produtos que tenham embalagens biodegradáveis. Por conseguinte, cada vez menos os cidadãos irão realizar o consumo demasiado, o que diminuirá o volume de lixos e, assim, os impactos desses resíduos ao meio ambiente serão menores.