O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 12/12/2020

A Constituição Federal de 1988, estabelece em seu artigo 225 o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo dever do Estado e da sociedade defendê-lo e preservá-lo.No entanto, ao observar a questão do lixo no Brasil, percebe-se que tal prerrogativa não tem se manifestado em sua totalidade. Nesse sentido, destacam-se como desafios à essa conjuntura não apenas o perfil consumista da sociedade, mas também a ineficácia estatal.

Em primeira análise, deve-se ressaltar o perfil consumista da sociedade brasileira. De acordo com uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil apenas 28% dos brasileiros são consumidores conscientes, podemos então levantar a ideia de consumismo alienado descrita por Karl Marx, onde influenciadas por outrem, as pessoas compram bens de consumo sem a real necessidade de tê-los, o que acaba gerando um alto fluxo de resíduos a serem descartados no meio ambiente.

Ademais, a ineficácia do Estado em lidar com a situação contribui para que o lixo gerado pela sociedade não tenha o devido tratamento. Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010, todos os lixões do Brasil deveriam ter se tornados aterros sanitários até 2014, observando o cenário atual fica evidente o descumprimento dessa meta, de modo que o lixo continua a poluir o solo e as águas do Brasil.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse problema. Para isso é necessário que o Ministério do Meio Ambiente por intermédio das prefeituras desenvolvam estações de tratamento e separação dos resíduos sólidos a fim de diminuir o lixo que será descartado no meio ambiente. Dessa forma, teremos acesso a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, onde a sociedade e o Estado desempenham seu papel, tal como prevê a Constituição Federal.