O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 17/12/2020
Desde a pré-história (ou período pré-escrita) o consumo já era presente na vida da espécie homo sapiens, uma vez que os indivíduos tinham de caçar a própria comida. Como não havia nenhuma garantia de que conseguiriam se alimentar futuramente, usufruíam tudo de imediato.Assim, Com o avanço dos tempos e tecnologias, a forma dos seres humanos adquirirem alimentos, entre outras coisas, foi se modificando. Nos dias atuais, o produto desejado está a um “click” de distância. Essa facilidade que a era digital fornece, faz com que uma boa parte dos clientes perca o senso crítico e adquira mais que o necessário, o chamado consumismo. Nesse viés, é possível notar que a mentalidade dos ancestrais humanos prevaleceu, de modo a se manifestar quando adquirimos novas coisas.
De acordo com uma pesquisa do exterior, o Brasil está entre os campeões em tempo de permanência nas redes sociais. Sendo assim, torna-se inevitável “desviar” de todos os anúncios que são colocados na direção dos internautas, enquanto navegam na internet. Essas propagandas, quando aliadas ao despreparo do comprador, fazem com que o mesmo superestime o seu poder aquisitivo, acabando em super endividamento.
Além disso, outra problemática criada pelo bombardeio de propagandas e agilidade do consumo online é: quanto mais os indivíduos compram, mais desperdício geram. Nesse contexto, a animação Wall-E do ano de 2008 retrata perfeitamente essa situação; mostra-se que aquisição exacerbada contemporânea, sustentada por propagandas e pela necessidade atual de “estar na moda”, gera consequências graves para o planeta Terra que, como no filme, pode se transformar em um grande contêiner de lixo inabitável.
Portanto, visto que a internet já é parte do nosso cotidiano e a mesma é usada de várias maneiras. Para fisgar a atenção para os produtos, torna-se indispensável que sociedade seja mais consciente, a partir do ensino familiar, com o consumo individual, de modo que não afete o meio ambiente. Faz-se imprescindível que escolas apliquem palestras, administradas por economistas, psicólogos e ambientalistas, sobre administração monetária e consumismo. Para que, deste modo, seja proporcionado um país mais saudável e coerente na compra, desde a infância.