O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 16/12/2020
A 1ª Revolução Industrial, ocorreu na Inglaterra no século XVIII, gerando uma grande produção e acúmulo de lixo em suas cidades, devido ao alto consumo de sua população. Em consequência de um mundo que a todo momento está se transformando - em todas as suas esferas -, em meados do século XX, a industrialização ocorreu de forma efetiva no Brasil, transferindo para o país, o grave problema ocorrido na Inglaterra no passado. Essa situação causa inúmeros prejuízos socioambientais, que colocam em risco à saúde das pessoas e do ambiente. Apesar disso, o lixo pode também, produzir emprego e renda, caso seja descartado corretamente.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que apesar dos eventos históricos que impulsionaram o aparecimento do lixo, a atual sociedade é altamente consumista. Isto é decorrente das novas tecnologias, em que os objetos são obsoletos e intensifica o problema da aquisição excessiva, logo, eleva-se o acúmulo do lixo. Além disso, o governo não tem a estrutura necessária para descartá-lo de fato, por conseguinte, o meio ambiente fica superlotado, levando vários problemas aparecerem. Como exemplo, há a emissão de gases poluentes pela cremação do lixo, como o dióxido de enxofre - um dos principais causadores da chuva ácida -. Ademais, pode contaminar o lençol freático, por meio do líquido produzido pelo lixo, chorume, segundo o IPEN - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares-. Assim, o consumo exagerado do lixo, é um sério problema para o ecossistema e sua população.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a produção de lixo tem um potencial elevado de gerar emprego e renda. Essa questão é observada nos locais que realizam a coleta seletiva dele, separando-o conforme sua utilização para reciclagem. Sob essa perspectiva, Aristótles afirmava: “Em todas as coisas da natureza existe algo de maravilhoso”, nesse sentido, os diferentes materiais descartados possuem um elevado poder de ser matéria-prima para formação de outros produtos, revelando como a natureza ajuda nesse processo, confirmando o pensamento aristotélico. Dessa forma, ao dar o destino eficiente, ele é capaz de empregar pessoas e criar renda com a reciclagem - movimentado a economia -, outrossim, diminuir a excessiva quantidade de lixo no meio ambiente.
Infere-se, portanto, a necessidade de soluções para o impasse. Primeiramente, os governos municipais - responsáveis pela coleta do lixo -, unam-se na formação de aterros sanitários compartidos, por meio da divisão dos gastos e manutenções futuras, para que o lixo tenha um descarte efetivo e evite problemas socioambientais. Ainda, que a sociedade realize a coleta seletiva, gerando arrecadações e dimuindo os materiais postergados no meio. Logo, mudará esse cenário definido pela industrialização e consumo exarcebado das pessoas, tornando o ambiente um local limpo.