O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/12/2020

O filme “Wall-e”, da Pixar, mostra em um futuro distópico como o consumo excessivo e consequentemente a produção de lixo, acometendo em gases tóxicos e a contaminação do solo, resultou em uma deterioração extrema das condições ambientais fazendo com que o planeta Terra se encontrasse desabitado. Dito isso, é importante salientar que atualmente no Brasil, a gestão do lixo gera prejuízos ambientais e desperdiça potencialidades socioeconômicas, sendo intensificados pelo consumo descontrolado dos brasileiros.

Vale ressaltar, a princípio, alguns problemas gerados pelo consumismo que consequentemente se refletem no acumulo de lixo, como, a contaminação de solo -visto no filme Wall-e, os humanos contaminaram tanto a Terra que todas as plantas foram exterminadas- e de lençóis freáticos, a proliferação de doenças na população local e no entorno, a emissão de gases do efeito estufa, a perda de potencial agrícola, alteração do microclima, entre outros. Com isso, vemos o tanto de dificuldades esse problema pode nos levar se não fizermos nada a respeito.

Dessa maneira, percebemos que as potencialidades socioeconômicas estão desperdiçando o lixo como um negócio, seria possível se eles fizessem uma alternativa para um consumo mais consciente e uma utilização mais racional do lixo, e dos elementos de consumo no Brasil fossem chamadas de economia de compartilhamento - redes sociais ou aplicativos de empréstimo ou troca de produto-, ou até mesmo o reaproveitamento de matéria-prima industrial - chamada lógica reversa que é apresentada na animação “a história das coisas” -, reduzindo assim, o descarte dos produtos.

Portanto, para reduzir o volume do lixo, as ONGs socioambientais devem fazer uma ampliação das cooperativas de coleta seletiva e reciclagem, além da divulgação de ecopostos -reuso e reciclagem- por meio de redes midiáticas, incentivando reuso dos produtos. Ademais para prevenir a produção de um volume excessivo de lixo combatendo o consumismo, é necessário a formação de consumidores mais conscientes, por meio de projetos pedagógicos envolvendo uma comunidade escolar e a família, mostrando estratégias cotidianas de reutilização de volume de lixo por campanhas publicitárias e promovidas por ONGs socioambientais.