O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 08/05/2021
A partir da Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, diversos costumes foram modificados, como a forma de consumo. Anteriormente a essa nova forma de produzir, a vida social era predominantemente voltada para a subsistência. Atualmente, em diversos países, inclusive no Brasil, os indivíduos consomem de maneira inadequada e, consequentemente, geram uma grande quantidade de lixo. Dessa forma, infere-se que a alta produção de resíduos advindos do consumo exacerbado, acarreta não apenas em impactos sociais, mas também ambientais.
Primeiramente, o consumismo aliado ao descarte incorreto de objetos acarreta em consequências negativas para a sociedade. Nesse contexto, os ideais de vida estadunidense, em que é autodesignado: american way of life – estilo de vida americano – incentiva o consumo não apenas nesse país, mas também em diversos outros. Dessa maneira, indivíduos que constantemente adquirem novos produtos, são vistos como pessoas prósperas e admiráveis. Sendo assim, a frequente compra de artigos, sucedeu para que o Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas, ONU, seja o sétimo maior produtor de lixo eletrônico. Assim, é imprescindível que a sociedade atenue o consumo, para que, assim, minimize a produção de detritos.
Somado a isso, a inadequação na maneira de consumir ocasiona em impactos ambientais. Isso porque o descarte inadequado de resíduos, sobretudo os lixos eletrônicos, contaminam não só o solo, como também os componentes aquáticos, como os lençóis freáticos. Ademais, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea é caracterizada pela liquidez, em que as pessoas são rotuladas por suas aquisições. Logo, não compram por necessidade e, por consequência, a cada dia são esgotados os recursos da natureza. Nessa conjuntura, é necessário que os cidadãos modifiquem a maneira em que consomem, para que, assim, não sejam comprometidos os recursos das futuras gerações.
O lixo advindo do consumo exacerbado, portanto, é uma problemática. Diante disso, é imperativo que a sociedade atenue o consumo de produtos supérfluos. Desse modo, é preciso que a escola por meio de projetos pedagógicos – realizados aos fins de semana – engaje os alunos juntamente com a família a reduzirem a quantidade de objetos comprados sem necessidade. Por finalidade, será formada uma geração consciente dos malefícios do consumo excessivo, consequentemente, diversos impasses sociais e ambientais serão atenuados.