O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 31/12/2020

No início do século XX, após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos propagaram a cultura do “American way of life”, ou estilo de vida americano, que associava compras e gastos exacerbados à felicidade e ao status social. Por consequência, muitos países, incluindo o Brasil, adotaram essa postura e seus consumos cresceram. Décadas após seu início, essa superprodução traz como resultado o excesso de lixo e a poluição do meio ambiente.

Em primeiro plano, deve-se perceber que a causa principal do excesso de lixo é o consumismo e a obsolescência programada, que consiste em produzir algo que logo se torna obsoleto e força o indivíduo a comprar outro. Nesse contexto, pode-se analisar o filme infantil “Wall-E” , que conta a história de um robô que tenta limpar limpar o planeta terra no ano de 2700, muito imundo e poluido.  No filme, entende-se que esse desastre aconteceu pelo descuido, comodidade e consumismo do homem. Fora das telas, caso a quantidade de resíduos não seja reduzida, essa realidade será antecipada para o século XXI.

Além disso, o grande agravante do excesso de lixo é a falta de infraestrutura e tratamento para ele. Prova disso, é que até hoje os lixões a céu aberto ainda não foram extintos no Brasil, sendo que segundo a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, isso deveria ter acontecido até 2014. Assim, além de a sociedade produzir muitos rejeitos, afinal, segundo o IBGE, o Brasil gera cerca de 79 milhões de toneladas de lixo por ano, o Estado ainda não garante o destino adequado a eles, o que direciona o país a um caos ambiental com contaminação do solo, da água e do ar.

Mediante o exposto, urge a necessidade de solucionar a questão do lixo no Brasil. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente ligado as Secretarias municipais devem assegurar o cumprimento da lei mencionada acima. Isso pode ser feito através da coleta seletiva em todas as cidades, com a parte reciclável do recolhido levada ao reaproveitamento, e a não reciclável para aterros seguros e tratados. Ademais, é essencial que a mídia junto ao Ministério do Meio Ambiente realizem campanhas de consumo consciente, para minimizar o problema. Dessa forma, com essas medidas tomadas, será possível assegurar que a ficção do robô Wall-E nunca se concretize.