O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 12/01/2021

A “Sociedade do Consumo” é um conceito formulado pelo filósofo Jean Baudrillard para designar um tipo populacional caracterizado pelo consumo excessivo de bens e serviços. A partir desse contexto filosófico, o universo contemporâneo é marcado por muitas sociedades de tal tipo, em decorrência da elevada produção industrial capitalista de produtos, somado à atribuição de valor cultural e social sobre a mercadoria, de forma a incentivar o consumo. Em consequência, esses fatores provocam a geração exponencial de lixo, ocasionando problemas para o meio ambiente para as gerações futuras.

Mormente, é importante perceber as principais causas do excesso de resíduos sólidos na “Sociedade do Consumo”. Nesse sentido, desde o século XVIII, o mundo sofreu uma série de Revoluções Industriais capitalistas, as quais melhoraram tecnologicamente a produtividade das indústrias, o que provocou, indubitavelmente, a produção massiva de bens industriais. Ademais, segundo o sociólogo Karl Marx, foram atribuídos, além da importância econômica, valores simbólicos de cunho social e cultural ao objeto resultante, esse viés é definido por ele como “Fetichismo da Mercadoria”, com o intuito principal de gerar a necessidade imediata de compra pelo mercado consumidor. Dessa forma, as perspectivas histórica e sociológica analisadas comprovam a formação de uma sociedade embasada no consumismo e, necessariamente, na geração extrapolado de lixo.

Outrossim, esses fatores impõem sérias consequências para os seres humanos e para o meio ambiente. Sob tal óptica, o filósofo Hans Jonas utiliza de seu conceito “Princípio Responsabilidade” para analisar os futuros impactos às próximas gerações e à natureza das ações atuais dos indivíduos sociais. Isso reflete a poluição dos solos, da água, do ar pelos dejetos industriais e resíduos descartados irracionalmente em ambientes naturais, como plástico, produzidos pela indústria contemporânea ao consumismo. Então, é incontestável que o lixo induz a degradação ambiental e a continuidade da vida humana genuinamente.

Portanto, é urgente que, para diminuir o consumismo atual, o Ministério da Educação conscientize a população brasileira, por meio de palestras educativas – formuladas por professores, economistas e ambientalistas, de maneira a obter a melhor abordagem do tema. Em soma, percebe-se necessário que o Ministério da Tecnologia incentive a criação de tecnologias de recuperação ambiental, por intermédio da elevação de investimentos nas universidades públicas – como observado em países de primeiro mundo –, a fim de minimizar os problemas ambientais causados pela “Sociedade do Consumo” de Jean Baudrillard.