O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 10/01/2021
No filme Wall-e, a humanidade deixa o planeta após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos. Não muito longe da ficção, o lixo e sociedade de consumo, no Brasil, se tornam um problema. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o capitalismo e a inação estatal.
Em primeiro lugar, é válido citar a terceira lei de Newton: “toda ação sofre uma reação”. Em suma, o capitalismo induz o ser humano a pensar que precisa comprar inúmeras coisas, seja por uma propaganda ou uma liquidação tentadora. Dessa forma, tudo aquilo que é consumido pela população, vira lixo, causando problemas ambientais, tais como: alagamentos e contaminação de rios e mares. Por conseguinte, traz riscos à saúde, podendo, até mesmo, resultar na morte de algum indivíduo.
Ademais, é pertinente trazer o discurso do filósofo Zygmunt Bauman, no qual ele conceitua: “Não são as crises que mudam o mundo e sim a nossa reação a elas”. De acordo com dados divulgados pela ONU, o Brasil é o quinto maior produtor de lixo no planeta e possui uma baixa porcentagem de descarte adequado desses resíduos sólidos. Portanto, é evidente que, com essas condições, a problemática não será resolvida.
Dito isso, para combater os impactos do lixo e da sociedade de consumo no Brasil, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas o Estado e a mídia. Logo, o Estado, por seu caráter abarcativo, deverá promover campanhas explicativas com a presença de profissionais especializados para o esclarecendo dúvidas; a mídia, cunho oracular, deverá promover campanhas de divulgação por meio de intervalos comerciais e jornais. Essa medida tem como objetivo informar a população sobre os perigos e visa a erradicá-lo. Somente assim, tirando os empecilhos construir-se-á um Brasil melhor