O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/02/2021

A arte musica, século VI ao XV, é representada por pequenas tesselas, as quais quando isoladas não apresentam grande significado, no entanto, a união entre elas evidencia relevância e forte notoriedade. De maneira análoga, o lixo e a sociedade de consumo no Brasil, pode ser visto pela óptica da arte bizantina, pois resultados expressivos ocorrerão por meio da associção entre diversos setores da sociedade, tesselas sociais, desde que ocorra atuações rigorosas de todos os envolvidos de forma harmônica. Nesse sentido, os fatores elementares desse cerne é a falta de infraestrutura, como também, a desigualdade social.

Nessa perspectiva, é notório evidenciar que a falta de infraestrutura é um dos fatores desse imbróglio. Segundo o poeta renomado Pablo Neruda, em sua célebre frase “Você é livre para fazer suas escolhas, mas prisioneiro das consequências”, retrata a falta de efetividade no descarte, isso ocorre devido à alta produção de lixo, haja visto que o sistema capitalista induz ao consumismo, acarretando o aumento desses resíduos e sem a infraestrutura correta promove o aparecimento de doenças e a contaminação do meio ambiente. Outrossim, a falta de infraestrutura prejudica na implementação de uma coleta seletiva, pois em diversas cidades no Brasil, não possuem tais recursos para minimizar os efeitos advindos do lixo.

Indubitavelmente, é válido ressaltar que a desigualdade social é outro fator para tal busílis. De acordo com o Pontilhismo, que é uma técnica de pintura desenvolvida pelo francês Georges Seurat, século XIX, ressalta pontos de cor, formando uma imagem, porém ao se observar de perto, percebe-se  lacunas significativas. Sob o mesmo viés, a desigualdade social é prejudicial em relação ao lixo, pois em muitos bairros periféricos a coleta não ocorre de maneira satisfatória, e isso acarreta o descarte incorreto, muitas vezes, em córregos, causando inundações e outros diversos problemas causados pelo lixo, como vetores de patologias .

Diante disso, nota-se que o estorvo causado pelo lixo, no Brasil é prejudicial ao meio ambiente e a saúde humana. Portanto, é necessário que o Ministério da Economia, juntamente, com a FINEP, Financiadora de Estudos e Projetos, promova ações para criar infraestrutura correta para o descarte do lixo, por meio da criação de mais aterros sanitários no Brasil, da coleta seletiva nos bairros e reciclagem dos materiais. Além disso, é inevitável que o Ministério da Saúde, junto com a Funasa, Fundação Nacional de Saúde, promova campanhas, por meio de cursos e orientação sobre os malefícios do descarte incorreto dos resíduos. Por fim, como efeito social de tais medidas e com a efetiva participação da sociedade como na arte bizantina, será possivel minimizar os efeitos nocivos do lixo.