O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Segundo a citação do sociólogo Herbert José de Souza, “Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência, muda sim pela sua cultura”.Tal fato, torna-se evidente à interdependência entre a cultura adotada por uma sociedade e seus respectivos efeitos.É notório, portanto, que a cultura é o reflexo do comportamento social, tornando-se inadmissível quando tais hábitos afetam todos, posteriormente, de forma negativa.Nesse sentido, pode-se afirmar que a cultura do consumo e a negligência governamental agravam essa situação.

Em primeiro plano, deve-se atentar aos interesses econômicos por trás do consumo em larga escala.Nesse sentido, evidência-se a intrínseca relação entre o mercado produtor e os consumidores - protagonistas, visto que estes que ditam o quanto de produtos serão produzidos -.Ainda assim, os mesmos estão sempre tentando se manter “atualizados”, isto é, gerando uma dependência de adquirir as novas mercadorias.Assim como, o sistema capitalista também se adapta, utilizando-se da obsolescência programada - delimitando o tempo de vida útil da gama de ítens vendidos -.

Ademais, é fundamental apontar a negligência governamental como impusionador do direcionamento do lixo.Diante de tal exposto, a consumação acarreta na produção desenfreada de lixo, tornando-se um processo cíclico desde às compras até o descarte dos mesmos.Com efeito, a ineficácia do governa se soma aos problemais ambientais, quando não cumprem com seus direitos de disponibilizar aterros sanitários - eficientes e seguros em relação ao tradicional lixão -.Em suma, infelizmente ocasionando contaminações nos lençóis freáticos, solos, etc.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos.Para isso, é imprescindível que o Ministério da Infraestrutura, por intermédio de construções de aterros sanitários, retifiquem suas falhas - que devem respeitar o meio ambiente e saúde coletiva - a fim de harmonizar os erros coletivos.Mas também, atentar-se à conscientização coletiva, para evitar ações precipitadas, sem reais valores para o indivíduo.