O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 14/01/2021
Dados da Organização da Nações Unidas mostram que 9% de todo o plástico utilizado no planeta é reciclado. Dessa maneira, a pequena porcentagem mencionada demonstra que há a presença exagerada de lixo no meio ambiente e isso impacta, negativamente, o mesmo. Com essa perspectiva, em razão do silenciamento e da falha educacional brasileira, persiste um problema complexo, que precisa ser combatido.
Em primeiro lugar, é preciso evidenciar que a omissão é uma causa latente do problema. De acordo com Foucault, muitas problemáticas são reprimidas para que as instituições no poder permaneçam no comando. Dito isso, ressalta-se, por exemplo, grandes empresas como a Coca Cola e Pepsi, consideradas as maiores contribuidoras com a jogada de lixo plástico nos oceanos. Nesse sentido, empresas multinacionais e detentoras de um controle comercial propagativo gigantesco, não o utilizam de maneira à propagar a discussão desse tema em seus produtos e comerciais, o que contribui, consequentemente, para a repressão desse tema.
Em segundo plano, outra causa para a manutenção desse problema é a persistente lacuna na educação. Conforme o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve acesso. Sob essa lógica - por existir um problema ambiental - há uma lacuna educacional. No que tange os lixos e consumo exacerbado, observa-se que as instituições não discutem as causas e os impactos do comportamento humano no ecossistema. Desse modo, essa falta na educação conserva uma sociedade alienada em relação aos efeitos e consequências de suas ações no planeta.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é necessário que as escolas, em parceria com a prefeitura de cada cidade, promovam rodas de conversa e discussão sobre o tema ambiental em todos os anos escolares. Além disso, tais eventos podem ocorrer no período extraclasse e contar com a presença de professores da escola, profissionais e mestres da área biológica e ambiental. Ademais, os debates devem ser abertos para a comunidade, a fim de que mais pessoas possam ter acesso à educação, se conscietizem à respeito da relação do lixo com a sociedade e se tornem cidadãos militantes pela causa ambiental.