O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/02/2021

Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, na indústria cultural, os capitalistas utilizam os elementos culturais de determinada sociedade, visando a produção e consumo em massa, para assim conseguirem o maior lucro possível. Assim, aumenta-se a quatidade de lixo gerado em todo planeta. Porém, pouco tem sido feito sobre isso, visto que a quantidade de lixo gerada em 2018, ultrapassou milhões de toneladas de lixo no Brasil, de acordo com a Abrelpe. Portanto, torna-se dever do Estado conscientizar a população sobre o consumo exagerado e ao lixo gerado.

Em um primeiro momento, faz-se importante entender as causas do consumo exacerbado na sociedade brasileira. Uma delas é a indústria cultural, a qual recorre aos meios de comunicação em massa para estimular o consumo de suas mercadorias, visando apenas o lucro. Além disso, implantam a ideia da necessidade do consumo em massa na população, a qual passa despercebida por essa. Por exemplo, no ano de 2018, o lixo produzido, em média, pelo Brasil, chegou à 80 milhões de toneladas, segundo a Abrelpe (Associação brasileira das empresas de limpeza pública e resíduos especiais).

Com isso, evidenciam-se aspectos negativos quanto ao consumo e a geração de lixo no Brasil. Dentre elas, pode-se citar o despejo irregular de resíduos em lixões, os quais não passam por processos de separação e coleta seletiva, além da falta de impermeabilização do terreno. Assim, contaminam não somente o solo, mas também o ar, rios, lagos e lençóis freáticos. Além disso, aumenta-se a proliferação de microorganismos e doenças nesses locais.

Portanto, nota-se a evidente necessidade do controle do consumo e do lixo gerado. Para tanto, é preciso que o Estado, em especial os municípios, estimulem o consumo consciente; essa medida será possível por meio de perguntas colocadas nas próprias mercadorias consumidas, como: “eu realmente preciso disso?”, com a finalidade de conscientizar a população. Dessa forma, ter-se-à uma sociedade mais respeitosa e menos consumista.