O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 14/03/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade ao longo do seu desenvolvimento encontra obstáculos em relação à produção de lixo e consumo. Nesse sentido, é notório que o descarte inadequado de rejeitos e a obsolescência programada são os principais entraves para o acarretamento de problemas ambientais.

Sob esse viés, é lícito postular que o Brasil é a 4ª nação que mais produz lixo no mundo. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública(ABRELPE, 2018), o país gerou 79 milhões de toneladas de resíduos. Devido a isso, os detritos são abandonados em locais inapropriados como lixões, ocasionando à contaminação do solo e água por conta do chorume.

Além disso, o descaso em relação à criação demasiada de produtos e o seu consumo é um problema que perdura há anos. Durante a revolução industrial no século XVIII, a fabricação de bens e o consumo era muito incetivado. No entanto, o que se verifica, na realidade atual, é um cenário que o capitalismo influencia à absolescência programada, aonde mercadorias são criadas para serem descartadas rapidamente fazendo o indivíduo comprar um novo produto.

Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pela proteção e recuperação do ecossistema - crie meios mais eficazes para o descarte de lixo, através de aterros sanitários e coleta seletiva. Ademais, é necessário a criação de ONGS com o objetivo de mobilizar a sociedade para um consumo consciente e, consequentemente, atenuar os problemas ambientais.