O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/05/2021

“Bom, e quando a sociedade do consumo chegar à saciedade de consumo, hein?”, Essa frase tirada da tirinha Mafalda, do escritor argentino Quino, faz uma crítica ao despreparo cultural para a saciedade. Sob esse prisma, é evidente, não que concerne ao atual cenário social, que a produção exacerbada de produtos não duráveis ​​mostra-se um grave problema, haja vista os resíduos oriundos dessa produção. Dessa forma, fatores como a lógica do sistema capitalista e os impactos diretos ao meio ambiente constroem esse cenário o qual exige soluções.

Diante disso, torna-se necessário analisar de que modo estratégias, como a incorporação de uma imagem abstrata à produtos concretos e a obsolecência programada, contribuem para o consumismo desenfreado. Nesse sentido, a Indústria Cultural, expressão criada por Adorno e Horkheimer, filósofos e sociólogos alemães, reitera que a relação das mercadorias com noções subjetivas criam falsas necessidades psicológicas, que só serão atendidas pela aquisição daquele produto. Tal fato, somado a curta duração proposital de objetos, em que esses se tornam obsoletos para induzir a compra de um novo, constrói uma logística de mercado infrene, ou qual uma manipulação se torna uma arma para obter de lucro.