O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 06/04/2021

A função apelativa é um recurso linguístico que alude ao uso de verbos imperativos para reivindicar uma mensagem de ordem nos textos. Evoca atenção, a recorrência frequente de usos do consumo, tais como: compre e adquire, um apetrecho para aderir mais público. Respeitante a esse estilo normativo, o lixo e a sociedade de consumo no Brasil são vítimas da mensagem apelativa dos meios de comunicação, os quais provocam o consumo inconsciente e a divinização dos objetos de almejo.

A princípio, a compra frenética e desconectada com os efeitos da aquisição gera o consumo despreocupado. Tal acepção orquestra com a filosofia de Hans Jonas, a qual discerne na obra ´´O Princípio da Responsabilidade´´, o perigo das más atitudes em prejudicar as gerações posteriores. Nesse viés, os brasileiros não incorporam tal cuidado nos financiamentos, ou seja, compactuam com o desconhecimento sobre as consequências do lixo e o prejuízo das nações futuras. Sobre isso, a falta dos meios de comunicação em dispor conhecimento sobre as etapas de fabricação gera a ignorância do público sobre o tempo de permanência do lixo, e isso novamente relega uma dívida ecológica para população subsequente. Desse modo, o ´´compre´´ aluga simbolicamente a palavra ´´destrua´´ e o descarte inconsciente sustenta o ciclo do apocalíptico consumo.

Outrossim, o enobrecimento de exemplares da aquisição financia a destruição da natureza. Essa verdade dialoga com o filme ´´Tá Chovendo Hambúrguer´´, que ambienta o pânico social do excesso de comidas aspergidas do céu, um efeito criado para acabar com a fome, mas que destruiu várias regiões do Planeta. Nesse peculiar, a divinização das compras no Brasil usurpa uma presença, quase inimiga da natureza, pois para algumas instituições é melhor manter os produtos vendidos do que preservar os ecossistemas. Sobre isso, o incentivo das corporações na contemplação do consumo gera vendas despreocupadas com a situação ecológica, além disso, poucas inovações ajustam os produtos a metais menos agressivos. Por consequência, marcas e plataformas são familiarizadas com o problema.

Portanto, compete aos agentes sociais sanar os reveres do consumo desregrado no Brasil. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve publicitar painéis decorativos nos produtos das lojas, com o acesso a etapas de produção polimérica, por meio das mídias, pois almejará a consciência nas aquisições, com fins de proteger as nações futuras. Em eminência às prefeituras locais, propõe-se a redução de impostos para produtos coerentes com a natureza, mediante verbas estatais, posto que incentivarão a preocupação ecológica, a fim de descaracterizar produtos perigosos e divinizados pela indústria. Somente assim, ´´preserve´´ e ´´cuide´´ serão imperativos pertinentes ao progresso ambiental.