O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 17/04/2021

No filme “Wall-E”, que se passa em 2700, o Planeta Terra já não é mais habitável devido à grande quantidade de lixo que durante os séculos foi gerada. Na vida real, este cenário está cada vez mais perto de se tornar verdadeiro, uma vez que o lixo não é um dos maiores focos da sociedade. No Brasil, quando falado em reciclagem, dois fatores fazem-se relevantes: a consciência da população e o consumismo.

Primeiramente, é importante frisar que um dos principais fatores que contribuem para esta problemática é a falta de consciência da própria especificação. Segundo o G1, somente 3% do lixo produzido no Brasil é reciclado, o restante é despejado em lixões, uma forma inadequada de disposição final dos resíduos, pois nela não há qualquer sistema de coleta e drenagem do chorume, que atinge os lençóis freáticos e polui água potável.

Além disso, outro aspecto pertinente a ser lembrado, é a questão do consumismo. Desde a Segunda Revolução Industrial, quando novos modos de produção em massa, como o fordismo, surgirá o capitalismo e a necessidade de consumo foram crescendo em grande escala. No Brasil, por ter o capitalismo como sistema econômico, existe uma cultura baseada em “comprar”, que acaba gerando cada vez mais resíduos.

Portanto, em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente que o lixo é um grande problema para a sociedade brasileira, que tem como uma das principais causas de fator ou consumismo. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente investir na criação de mais aterros sanitários pelo país, para que a contaminação do solo e água seja freada. Ainda é importante que o mesmo Ministério invista em campanhas nas redes sociais, através de vídeos educacionais, que, além de informar, também incentivem a população a ser menos consumista, para que a quantidade de dejetos diminua e a natureza sofra menos impactos.