O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 11/04/2021

De acordo com o químico Lavoisier, na natureza nada de cria, nada se perde, tudo se transforma. Logo, o consumo brasileiro exarcebado e sua consequente produção de lixo em excesso, desconsidera o fato de que a vida no planeta é um ciclo. Nesse ínterim, é necessário avaliar a influência do sistema capitalista em tal problemática, além de induzir a própria sociedade brasileira na ação para minimizar tais impactos na natureza.

Convém ressaltar, a princípio, que desde a Revolução Industrial do século XVIII, o principal pilar do sistema atual é o consumo e seu autor. Assim, ao longo dos anos, o capitalismo se desenvolveu para influenciar um consumo cada vez mais exagerado dando origem ao consumismo, a partir de práticas como a obsolecência programada, que se caracteriza na construção de produtos gerais com o objetivo de possuir pouca duração, e o consumidor ter a necessidade de adquiri-los novamente, e desse modo, movimentando o mercado por um lado e produzindo lixo excessivo por outro. Haja vista, uma pesquisa realizada pelo Instituto GEA, em que são contabilizados 14 milhões de quilos coletados diariamente na cidade de São Paulo. Logo, no Brasil é preciso transformar a forma de produzir e consumir os produtos que um dia irão se tornar lixo destinado à natureza, em um modo mais consciente.

Ademais, conforme Émile Durkheim, a sociedade é analóga a um corpo biológico, em que cada indivíduo deve realizar seu papel corretamente para o funcionamento da totalidade. Portanto, a própria população brasileira tem o poder de combater o consumismo e os efeitos do lixo exarcebado, através, da conscientização e cobrança dos órgãos públicos.Visto que no documentário “História das coisas”, o sistema capitalista classifica desde a produção, até o descarte dos produtos, com uma ordem linear. Porém, o lixo permanece no planeta, e por conta disso, a sociedade deve transformar esse processo em um projeto circular, com o maior reaproveitamento e reciclagem dos objetos possíveis, e consequentemente promovendo um ciclo produtivo benéfico tanto para a população, quanto para o meio ambiente.

Em suma, é imprescindível a ação imediata contra o consumismo e o lixo excessivo no cenário atual. Dessa forma, o Ministério da Educação, em conjunto ao do Meio Ambiente, devem promover a conscientização da população, à cerca do consumo, direcionamento e separação correta do lixo destinada à reciclagem , através da inserção de tal assunto nas escolas e a realização de projetos, palestras e programas municipais por todo o país, incluindo toda a comunidade brasileira, com o intuito de providenciar uma relação harmônica entre o consumo e a natureza. Assim, sendo possível seguir o fundamento de Lavoisier e formar um ciclo agradável ao planeta.