O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/04/2021

Desde o advento da Revolução Técnico-Científica, no século XX, o lixo e a estruturação de uma sociedade fortemente consumista, quando mesclados, se tornam os problemas globais. No Brasil, como prova disso, os problemas relacionados ao lixo estão se acentuando, seja pelos poucos recursos empregados pelo Estado na manutenção sustentável dos resíduos bem como pelo consumo exacerbado da população, o que corrobora para o desequilíbrio ambiental. É válido, dessa forma, analisamos os fatores que ainda sustentam tal problemática elementar a mitigá-los.

Inicialmente, é necessário reconhecer que, com a consolidação do capitalismo, sobretudo o final do século XX que marcou sua hegemonia sobre as nações do globo, as relações passaram a girar em torno do mercado. Com isso, o indivíduo, inserido em um contexto de produção em massa, passou a enxergar no produto adquirido seu status social. Outrossim, segundo o conceito desenvolvido pelo sociólogo Karl Marx de “fetiche da mercadoria”, o bem material adquire um significado maior ao poder ter uma projeção social e reafirmar um estilo de vida. Prova disto é o vídeo divulgado nas redes sociais intitulado “Quanto custa o ‘outfit’”? em que os jovens brasileiros exibem um padrão de vida elevado em suas roupas e buscam obter tal projeção.

Em decorrência disso, a produção de lixo resultante do consumo desenfreado tem provocado inúmeros impactos socioambientais. Sendo assim, conforme o cientista Antoine Lavoisier: “Na natureza nada se cria, tudo se transforma”, todo bem material adquirido resulta num acúmulo de lixo após seu descarte, uma vez que o mesmo simplesmente não desaparece depois da coleta de lixo. Estes impactos vão desde a ocorrência de enchentes em regiões mais pobres, pela falta de adequado local para o descarte de resíduos sólidos, até mesmo a contaminação do solo pelo descarte incorreto de lixo eletrônico. Tal cenário debatido deve ser revertido urgentemente.

Portanto, um fim de sanar esses problemas o Ministério Público deve atuar na esfera jurídica e social, primeiro deve ser obrigar e fiscalizar empresas a possuírem atitudes sustentáveis ​​- como a reciclagem da matéria prima-além de criar premiações para aquelas que fazerem com excelência e, ainda, deve promover vídeos palestras nos meios digitais, obrigatório na empresa, a fim de alcançar o maior público e tornar possível a alteração da tomada de tomada de consciência deturpada sobre o inesgotamento da natureza. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, deve criar medidas públicas para reutilização dos materiais utilizados cotidianamente, promovendo centros de beneficiamento nos municípios para regressar o lixo à sua situação de matéria prima, promovendo um ciclo da fabricação completa de produtos evitando desperdício.