O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/04/2021
Convivemos diariamente com as consequências do lixo, em que a sociedade tem uma grande influência, pois ela é consumidora de uma quantidade exorbitante de resíduos. Da mesma forma como já foi dito por Antoine Lavoisier, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, isto é válido para os lixos urbanos, que não fazem parte da natureza, e com isso, não se transformam, apenas mudam de lugar. O problema é que estes resíduos acabam indo muitas vezes para locais inadequados.
Em primeira análise, cabe pontuar que, o lixo é produzido principalmente por grandes centros urbanos, nos quais chegam a produzir diariamente cerca de 14 milhões de quilos de sujeira, como é o caso da Cidade de São Paulo. Essa grande quantidade vai se acumular muitas vezes em locais inadequados como rios, lagos e mares, porque os locais adequados para a disposição de todo esse material estão se esgotando.
Por conseguinte, vale ressaltar que, a situação do acúmulo de dejetos está preocupando a sociedade, que já criou vários programas desenvolvidos, em escolas, empresas e condomínios com o objetivo de incentivar a reciclagem. Dessa maneira, fica claro que o problema não é só a população separar os lixos, mas sim para qual local ele vai, ou seja, para os lixões, aterros e compostagem, visto que estão funcionando de forma inadequada, o Jornal o Globo publicou no dia 8 de maio de 2017 um levantamento feito pela Abrelpe, Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública, na qual foi identificado no Brasil quase 3 mil lixões ou aterros irregulares que impactam a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros.