O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/04/2021

No documentário Estamira, a protagonista que mora no lixão realiza as seguintes afirmações: isso aqui é um depósito dos restos, as vezes é só resto e as vezes vem também descuido, resto e descuido, quem revelou o homem como único condicional ensinou ele conservar as coisas e conservar as coias é proteger, lavar, limpar e usar mais o quanto pode. Frente a isso, é imperativo que sejam discutidas formas de se combater o excesso de dejetos resultantes do consumo desenfreado, pois, além de ocasionar impacto socioambiental, demonstra a ausência de racionalidade do ser humano no ato de comprar.

A princípio, convém mencionar que os recursos naturais são cada vez mais explorados com o aumento do consumismo. O autor Theodoro Roosevelt, dizia que a conservação dos recursos naturais é um problema fundamental que se não for resolvido, ficará difícil resolver os demais. Nesse contexto, as pessoas compram produtos e com pouco tempo de uso descarta-os por razões fúteis. Desse modo, a quantidade de lixo se torna um problema socioambiental, pois a maioria das cidades brasileiras não possuem depósitos adequados para o mesmo.

Além disso, é importante discutir sobre a ausência de racionalidade do ser humano ao realizarem compras. A animação de Steve Cutts ilustra uma suposta felicidade trazida por aquisição de bens que na verdade é transitória e ocasiona círculos viciosos. Nessa perspectiva, o consumidor não tem noção da influência que tem, sendo assim, constantemente manipulado por fornecedores principalmente através da mídia.

Portanto, são necessárias medidas que acabem com o excesso de lixo ocasionado pelo consumismo desenfreado. Assim, o poder Legislativo, deve criar leis ambientais que coloquem limites na exploração dos recursos naturais e punem pessoas ao realizarem descartes desnecessários de produtos, para que não continue sendo problemas socioambientais. Ademais, a mídia deve realizar campanhas, através das redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os malefícios ocasionados pelo consumo exacerbado. Dessa maneira, pode-se ter um Brasil mais sustentável e desenvolvido.