O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/04/2021

Desde a Primeira Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII, o lixo e a estruturação de uma sociedade fortemente consumista, quando misturados, se tornaram problemas globais. No Brasil, como prova disso, os problemas relacionados ao lixo estão se acentuando, seja pelos poucos recursos empregados pelo Estado na manutenção sustentável dos resíduos bem como pelo consumo exacerbado da população, o que corrobora para o desequilíbrio ambiental.

Primeiramente, cabe destacar a negligência estatal com a questão do lixo, segundo dados de uma pesquisa da Abrelpe, o volume do lixo gerado no Brasil aumentou 1,7% em 2015. Nesse sentido, pode-se observar que a cada ano, junto com o crescimento do País, a quantidade de lixo produtivo cresce. E de cada 72,7 milhões de toneladas de lixo coletadas, cerca de 29,5 milhões foram descartadas incorretamente, indo parar em aterros controlados ou lixões.

Outrossim, os hábitos de consumo exagerados, que marcam uma sociedade brasileira, edificam outro cenário desafiador. Isso se dá, pelo fato de que as pessoas adquirem produtos em quantidades, muitas vezes, além da necessidade real e logo descartam alguns objetos que não teriam nenhuma serventia, sendo os plásticos os mais comuns, e, consequentemente os que mais causam danos aos ecossistemas. Desse modo esses produtos acabam fazendo muito mal ao planeta, pois são muitas vezes descartados de maneira errada. Além disso, muitos desses resíduos poderiam ser reutilizados, mas acabam acumulados até se decomporem, o que pode levar anos.

Fica claro, portanto, que medidas devem ser necessárias para solucionar os problemas relacionados ao lixo no Brasil. Posto isso, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, deve criar campanhas com o intuito que a população conserte e reutilize seus produtos. Também é importante que o Ministério da Educação realize palestras, principalmente em escolas, mostrando a importância de reciclarem do lixo e os danos que eles podem causar ao meio ambiente, além de ensiná-los a usufruir apenas o que precisa. Por fim, a população deve fomentar o combate às práticas de consumo desenfreadas, e, principalmente, cortar esse hábito, para que possam ser formados cidadãos conscientes dos prejuízos do consumismo. Decerto, assim, poder-se-á construir um Brasil mais sustentável e desenvolvido.