O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/04/2021
Na revolução industrial, iniciada no século vinte, os produtos passaram a ser produzidos e perder sua vida útil de forma muito rápida. As inovações científicas foram evoluindo ao decorrer do tempo e o desejo humano de possuir sempre os utensílios mais modernos, também. Nesse sentido, criou-se uma sociedade consumista e indústrias irresponsáveis, apenas preocupadas com o seu lucro e usufruindo dos recursos limitados do meio ambiente.
Deste modo, a cultura de consumo atual, é um grande contribuinte para a poluição mundial, visto que, nos dias atuais, além da influência do sistema Capitalista, têm-se grande manipulação das mídias digitais, para que o ser humano consuma os mais novos produtos do mercado e descarte aqueles que possuía. No entanto, essa diminuição da vida útil dos produtos, ocasiona sérios problemas ambientais, como o descarte recorrente de mercadorias que têm uma lenta decomposição no Planeta Terra, como o plástico, fazendo com que muitos destes resíduos sejam depositados em zonas inadequadas e colaborem para a poluição e emissão de gases efeito estufa. Essa problemática, começou a ser repercurtida em 1992, quando os chefes de Estado se reuniram, no Rio de Janeiro, para discutirem os impactos ambientais conseqüentes da Industrialização, na ECO-92.
No entanto, é perceptível que atualmente os problemas de poluição ambiental e lixo sem descarte correto, continuam ocorrendo e as atitudes do Estado e Industrias são pouco consideráveis. Tendo em vista que cada vez mais é pensado no modo mais lucrativo e não na redução do impacto ambiental , principalmente aquele que o curto tempo de vida útil dos produtos causa ao meio ambiente. Um exemplo desta problemática é retratado no documentário “Ilha das Flores”, no qual é reportado o modo de vida das pessoas que vivem e trabalham nos lixões, pessoas essas, que experienciam diariamente o extremo consumismo dos humanos e com o descaso das Indústrias e do Estado em relação ao meio ambiente.
Em suma, para que esta problemática seja amenizada, é necessário que os produtos descartados sejam reutilizados de alguma forma. Tendo em vista isto, é fundamental que Ongs façam oficinas de reciclagem gratuitas e em locais públicos, para que o lixo se transforme em produtos e sejam “recomercializados”. Além disso, os lucros obtidos com os artefatos reciclados, devem ser integralmente revertidos para as Ongs. Desta forma, o lixo será novamente útil e as Ongs terão mais recursos para darem continuidade aos projetos ambientais.