O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 04/05/2021

“American Way of Life” foi uma expressão extremamente difundia nos Estados Unidos no pós Segunda Guerra Mundial, onde o país decolou economicamente, ela significava que a qualidade de vida estava diretamente ligada ao poder de consumo do povo estadunidense. No entanto, essa corrente ignorou o negativo impacto ambiental que poderia surgir com a adoção do pensamento em todos os países capitalistas, onde hodiernamente sofrem com a enorme produção de resíduos. Dessa forma, o incentivo ao consumismo e falta de consciência ambiental destacam-se como os maiores responsáveis pelo excesso de lixo no planeta.

Em primeiro plano, é fato que diversas instituições sempre incentivaram o consumo para obter um grande lucro. Sob essa ótica, pode-se associar a venda de indulgências pela Igreja Católica no século XVI, que comercializava objetos “santificados” ou “vagas no céu” em troca de dinheiro. Logo, o sistema atual carrega características históricas e em ambos não é pautado o destino final dos produtos .

Sobre essa perspectiva, é nítido que o descarte do lixo resultante do consumismo brasileiro, em suma possui pouca sustentabilidade, exemplo disso é o aterro de Gramacho, localizado no Rio de Janeiro, declarado o maior da América do Sul, que não possui qualquer tratamento para evitar a contaminação do meio ambiente. O filme de animação “Wall-e”, apresenta um planeta Terra futurístico completamente ocupado pelo lixo, em que não há mais seres humanos. Assim, a trama alerta para um possível futuro onde a vida na Terra é extinta em detrimento do consumismo e do descarte irresponsável do lixo, na qual já apresenta semelhanças com a realidade.

Destarte, é mister que o Estado tome medidas para superar o impasse. Para que o lixo e a sociedade consumista deixem de ser um problema no Brasil, urge que o Ministério do Meio Ambiente estipule metas de redução de lixo às prefeituras, que deveram acontecer pela implantação de projetos de reciclagem, doação da coleta seletiva, além da adoção de descontos nos impostos das empresas que reduzirem a produção de lixo, por meio de subsídios monetários. Somente assim “Wall-e” será apenas fictício.