O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/05/2021
Historicamente, o Brasil possui acentuadas desigualdades sociais, carece em saude, educação e democratizaçao do acesso as garantias definidas pela sua constituição, como desenvolvido, pelo geógrafo e escritor Milton Santos, em seu livro “cidadãnia mutilada”. Entretanto, mesmo com a popularização de uma cultura consumista, produtora de lixo, em escala global e a situação calamitosa diante das frentes sociais, até 2018, o país possuia grandes índicies de reciclagem de alumínio e recursos plásticos, sem contar com propostas de modificação dos centros de descartes para diminuir a contaminação dos recursos naturais. Portanto, exibindo uma conexão entre, o montante de lixo produzido e uma sociedade que mal tem acesso aos seus direitos.
Em primeira análise, o lixo, seu descarte e reciclagem é um problema social, como apresentado no filme “ilha das flores”, se tornou um agravante social, uma vez que afeta diretamente a população de baixa renda, uma vez que a população menos favorecida nao recebe os mesmos cuidados do estado com relação a higiene e a saúde anteriormente mencionados.
Em segunda análise, ainda relacionando com o filme, essa população encontrou no lixo uma forma de sobreviver, a reciclagem desse material descartado compulsóriamente, se tornou uma forma de ganhar dinheiro, um trabalho nóbre, porém em condições de risco, uma vez que a manipulação desses recursos descartados é gerador de doenças e pode causar danos fisicos aos manipuldores.
Em conclusão, para promover melhor qualidade de vida e a democratização do acesso aos direitos básicos, garantidos pela constituição, ONGs deviam se organizar, por meio do voluntariado e levantes populares a promover a coleta, separação e reciclagem desse lixo nas áreas afetadas pela carência da ação estatal, com finalidade de promover melhor qualidade de vida a população ignorada pelo estado e demonstrar continuidade no processo de reciclagem primeiramente comentado.