O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 17/05/2021

Com o advento do capitalismo informacional, o consumo passou a ser projetado como algo essencial para a felicidade do indivíduo, por meio de anúncios em programas televisivos e na internet, acontecimento possibilitado pela globalização. Essa amplificação do papel do consumo na vida da população, assim como fenômenos como a obsolescência programada elevaram substancialmente a produção e o consumo e consequentemente, a quantidade de lixo produzido. Assim, o consumo desenfreado é extremamente prejudicial para o meio ambiente, assim como para a saúde da população e deve ser instituídas mudanças drásticas para combater essa situação.

Primeiramente, o consumo atual é consequência de um capitalismo inassistido e desregulamentado. Para evitar crises como a crise do fordismo no fim do século XX, em que o consumo diminuiu, porque grande parte do mercado consumidor já havia cumprido suas necessidades de consumo, as empresas passaram a empregar medidas que prejudicavam o consumidor, como a obsolescência programada, prática na qual os produtos são feitos para durar menos justamente para o consumidor comprar mais. Ou seja, as grandes empresas inflam a necessidade do consumo para se beneficiarem, às custas da própria população, que por inação estatal, não têm alternativa senão comprar perpetuamente o mesmo produto.

Além disso, esse consumo generalizado é insustentável. A quantidade crescente de lixo produzido em decorrência desses produtos descartados tem ultrapassado a quantidade que pode ser armazenada nos aterros sanitários, resultando no despejo do lixo em locais inadequados, pondo em risco a vida da população e poluindo a região. Ademais, esse hábito de comprar além da necessidade resulta numa maior utilização de combustíveis fósseis, seja para transportar como para produzir esses produtos, contribuindo o aquecimento global e outros desastres ambientais que decorrem desse fenômeno.

Em suma, o consumo exorbitante da sociedade brasileira é extremamente danoso para o meio ambiente, assim como prejudica a população com práticas injustas que beneficiam apenas as grandes corporações. Para tentar reverter isso, o governo federal deve, por meio do ministério do meio ambiente, auxiliar os municípios a aprimorarem os aterros sanitários, investindo pesadamente em métodos de descarte adequado do lixo para evitar a poluição e proteger a população desses resíduos, também investimento em métodos alternativos como a reciclagem. Além disso ele deve punir, por meio da criação de uma lei, as empresas que se valem de práticas injustas como a obsolescência programada, com intuito de proteger o consumidor, assim como de reduzir o consumo excessivo e por conseguinte reduzir a produção de lixo.