O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/05/2021
Cultura do consumismo e desperdício
“O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção.”. Tal citação foi feita por Adam Smith, filósofo e economista. O filósofo britânico discute, nela, sobre como as indústrias trabalham em cima de gigantescas produções visando o lucro, aumentando o lixo gerado pela produção e na pós-produção, que dizem respeito a matéria prima e embalagens. Nesse sentido, o lixo e o consumo, na sociedade brasileira, são muito frequentes, em virtude da cultura do consumismo e a cultura do desperdício.
Primeiramente, é necessário que haja compreensão que o consumismo é a prática de comprar mais que o necessário para sobreviver, como visto na frase “Só jogue no rio o que o peixe pode comer”. Nessa alusão feita pelo cartunista Ziraldo, é possível entender que não precisamos de muito para sobreviver, as coisas que adquirimos durante nossa vida são apenas complementos, que algumas vezes são mínimos e em outras são extremos e excessivos. Esse excesso é justamente as compras que não precisamos e temos só por acharmos bonito, na moda.
Além disso, é muito importante falar sobre o desperdício, assunto que está ligado ao consumismo. Cada compra efetuada é uma embalagem, seja ela de papelão, plástico ou papel, independente do material é algo irrelevante ao ver do comprador, pois o que interessa é o produto interior, não o invólucro. É incomum ver a garrafa de refrigerante sendo reaproveitada, muitos a jogam fora em lixos comuns, os quais não possuem reaproveitamento. Essa situação é muito comum, não só com as garrafas, também com os papeis, papelões, alumínio, óleo etc.
Em virtude dos fatos mencionados, o lixo que a sociedade produz reflete muito na cultura do consumismo, o qual compramos sem necessidade, e a cultura do desperdício, quando adquirimos algo e não nos preocupamos em como jogar fora. O que deve ser feito para que haja uma melhora no consumo e desperdício é a conscientização dos cidadãos. Essa ação seria executada pelo governo investindo novamente na educação, para que os futuros adultos entendam que para sobreviver não é necessário de muitos bens e, também, é preciso reaproveitar os itens que não precisamos mais. Mesmo que o problema pareça ser demorado, ela é viável se quisermos um futuro mais limpo e conscientizado.