O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/05/2021

Após a crise do Fordismo, diferentes meios de produção foram criados para substitui-lo, o que mais se destacou foi o Toyotismo: modelo que visa uma produção flexível, com produtos diversificados e pouco duráveis. No entanto, esse modelo capitalista usado no mundo inteiro, traz grandes dificuldades para o meio ambiente e para a sociedade, gerando lixo e desigualdade social.

O Brasil gerou, em 2018, 79 milhões de toneladas de lixo por ano, um aumento de quase 1% em relação ao ano anterior, segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Em primeiro lugar, consumismo e lixo estão diretamente ligados, a decisão das indústrias de diminuir propositalmente a vida útil dos produtos e sempre diversificá-los todos os anos, aumenta o volume de lixo produzido e a pressão sobre o meio ambiente. Esse fato é chamado de “Ciclo de obsolescência programada”, que obriga o consumidor comprar mais e mais, criando um ciclo vicioso.

Além disso, os lixões retratam além dos problemas ambientais os sociais, a parcela da sociedade excluída que busca nesses locais materiais para vender (papéis, plásticos, latas entre outros), às vezes as pessoas buscam também alimentos, ou melhor, restos para o seu consumo, muitas vezes estragados e contaminados, demonstrando o ápice da degradação humana.

Portanto, pode-se recuperar e transformar um novo sistema, que não faz desperdício de recursos ou pessoas. Criar um pensamento baseado na sustentabilidade e na equidade: Química verde, Lixo zero, Produção de circuito fechado, energia renovável, economias locais.