O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/05/2021

Os avanços tecnológicos do séc. 21, ainda que muito benéficos para o desenvolvimento do e-commerce, explicitam o crescimento de um consumismo desnecessário na sociedade. Neste sentido, a aquisição de produtos de forma compulsória, a fim de saciar um desejo momentâneo quando somos expostos a alguma propaganda é maléfico, uma vez que: O capitalismo contemporâneo busca nos viciar no novo e não se preocupa com os resíduos resultantes de sua produção.

É importante ressaltar, primeiramente, que o ato de compra libera no cérebro humano o hormônio da dopamina, altamente prazeroso e viciante. Assim, tendo por base um estudo realizado pela sociedade brasileira de varejo e consumo (SBVC), observa-se que os brasileiros aumentaram suas compras online durante o isolamento social, demostrando então que, durante o difícil período da pandemia, as compras online surgem como “válvula de escape”. Deste modo, a fim de acumular mais riquezas, o sistema capitalista se aproveita deste sentimento humano para lançar no mercado novos produtos, dentro da chamada obsolescência planejada dos antigos artigos, introduzindo sempre pequenas mudanças para ter algo “novo” a disposição dos consumistas.

Atrelada a esta perspectiva, um grande problema surge, pois, com as crescentes inovações também aumenta o número de lixo descartado. A partir do relatório da Global E-waste Monitor 2020 da ONU, 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico foram gerados em todo o mundo em 2019, um aumento de 21% em apenas cinco anos. Depreende-se então que a gradativa demanda de inovação no mercado propicia a poluição e desgaste de recursos naturais durante novas fabricações, gerando emissão de gases poluentes e devastação ambiental, assim, as intustrias se caracterizam por produzir num modelo não sustentável ao longo dos anos, visto da finidade dos tesouros naturais.

Observa-se, portanto, que os hábitos de consumo precisam mudar e para isso, propostas são necessárias a fim de ensinar a população a ter controle em suas compras. Para que isso ocorra, deve-se exigir que o Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) em coparticipação com o SBVC, promova palestras que propiciem o acesso à educação financeira à rede pública de ensino de vários estados, com o intuito assim do aprendizado massivo sobre o gerenciamento de gastos e o vício em compras. Dessa forma, a população poderá ter autocontrole, diminuindo a elevada produção e o processo de degradação do meio ambiente.