O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/05/2021
A obra “O Capital”, do século XIX, escrita pelo economista e filosofo Karl Marx, faz complexas críticas ao modo capitalista de viver, dentre elas tem-se a alienação do consumo que influência, 2 séculos depois da criação do termo, diretamente a relação contemporânea entre a compra e a produção de lixo. Assim, para tratar do “lixo no Brasil” deve-se começar pela estrutura que cerca a temática, isto é, o consumismo inconsciente.
Segundo Marx, a alienação do consumo é consequência da força que os meios de comunicação como jornais, tv e atualmente a internet conquistaram para definir as formas de compra. Por exemplo, redes sociais como o instagram bombardeam diariamente publicidades de produtos algoritimamente programados para cada usuário, implementando aos poucos o desejo de adquirir sem ao menos precisar deles, com o intuito de alcançar um bem-estar individual.
Com isso, a compra não se basea mais na utilidade e duração dos produtos, sendo assim, compra-se cada vez mais produtos que duram cada vez menos, acumulando-se mais tonelas de lixo em um menor intervalo de tempo, que sobrecarrega o sistema brasileiro de coleta e tratamento, uma vez que o Brasil ainda não impôs uma forma eficaz de coleta seletiva e tratamento dos resíduos longe dos centros das cidades economicamente relevantes.
Em suma, as mídias alimentam o espírito consumista com a promessa de uma realização pessoal ao final das compras e isso não acompanhado o avanço brasileiro no tratamento de lixo. Contudo, pode-se adotar algumas medidas para amenizar tais práticas, como visar a compra de produtos com maior durabilidade e também apresentada por itens de brechós, que tornam a cadeia de consumo mais sustentável. Já as prefeituras, podem adotar pontos de coleta seletiva pelas cidades em torno do centro e o governo federal pode investir mais no setor de saneamento básico e em campanhas de conscientização, com objetivo de melhorar a vida dos cidadãos e suas relações com o meio ambiente.