O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 07/07/2021

O filme “Wall-e”, uma animação, retrata futuro distópico causado pelo consumo exorbitante dos seres humanos na Terra. Sendo assim, o planeta se tornou inabitável pelo acúmulo de lixo e poluição; portanto, os indivíduos foram obrigados a se realocarem para uma estação espacial. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a sociedade de consumo e as suas problemáticas.

Sob essa perspectiva, é importante destacar que hodiernamente a população está orientada para o consumo. O “American Way Of Life”, de tradução “estilo de vida americano”, foi um modelo de comportamento que surgiu e se consolidou no período pós-guerra; com o intuito de basear a felicidade dos sujeitos no gasto excessivo. Entretanto, essa ideologia é efetuada por meio da produção em larga escala que ocasiona produtos de baixa durabilidade e qualidade. Essa infeliz realidade gera grandes impactos ao meio ambiente; visto que os produtos pouco duráveis são rapidamente descartados.

Portanto, vale evidenciar o descarte errôneo ocasionado pela prática do consumismo. Segundo os dados obtidos pela ONU News, o Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico; contudo, esses resíduos, de lenta decomposição, muitas vezes, são descartados de forma inadequada. Essa falta de conscientização provoca efeitos negativos, que não afetam só as plantas e animais, mas também os seres humanos; uma vez que sua composição tóxica afeta a saúde dos indivíduos, podendo ocasionar diversas doenças, como a febre tifóide.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário adotar medidas que venham conscientizar a população sobre os malefícios do consumismo. Cabe ao Governo Federal em cooperação aos estados e municípios, por meio de projetos e campanhas, criar nas cidades pontos de coleta de lixos eletrônicos, para posteriormente repassar a fabricantes e/ou importadores. Ademais, é essencial a colaboração do poder midiático - ferramenta de grande alcance de informação para os cidadãos - televisionar propagandas publicitárias, a fim de conscientizar sobre a nociva prática de comprar produtos em excesso. Somente assim, as utopias negativas apresentadas no filme “Wall-e” serão evitadas.