O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 08/07/2021
A Revolução de 1930, trouxe grandes mudanças para o setor industrial no Brasil, o que acarretou em uma diversa produção de lixo. Desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao refletir a respeito do lixo e o consumismo no Brasil, no século XXI, a problemática acarreta em diversos problemas ambientais, devido ao consumismo exacerbado da sociedade. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil desde 1930 com a revolução verde, nota-se que há grande preferência pela produção excessiva de produtos sem visar possíveis problemas. Diante disso, o meio ambiente não consegue comportar tal demanda, assim causando diversos prejuízos para o mesmo, como o aquecimento global e poluição dos mares. De maneira análoga, identifica-se, o documentário “Oceanos de Plástico”, o qual mostra a realidade atual dos mares ao redor do mundo, os quais estão lotados de resíduos plásticos em níveis preocupantes para a recuperação. Em suma, os grandes níveis de lixo nos oceanos prejudicam o meio ambiente e o ecossistema marinho, levando à morte muitas vezes.
Desse modo, a obsolescência psicológica, a qual leva o indivíduo a descartar um produto mesmo em estado bom, pela ideia de estar tecnologicamente ultrapassado. À vista disso, ocorre devido ao grande incentivo de propaganda e a mentalidade atual que cada vez ter mais bens materiais, como um status social. Seguindo essa linha de pensamento, a teoria de Fetichismo, de Karl Marx, diz que cada novo lançamento é carregado de um feitiço, deixando os usuários entorpecidos, levando os consumidores a comprar e produzirem cada vez mais lixo.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que ONGs, Organizações Não Governamentais em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, realizam mutirões de coleta de lixo em praias e o ambiente marinho, de modo que, com a ajuda de voluntários, os lixos sejam recolhidos e tenham um destino adequado, com o objetivo de que os impactos ambientais causados pela grande demanda sejam ínfimos. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao consumismo, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante previsto pela Revolução de 1930.