O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/11/2021
A Constituição brasileira de 1988 assegura que um ambiente ecologicamente equilibrado é um direito de todo cidadão brasileiro. Contudo, nota-se que, no cenário nacional, não há o comprimento dessa garantia, sobretudo, no quis diz respeito a questão do lixo e a sociedade do consumo. Isso ocorre devido à “veneração” da atitude de consumo, além da diminuta preocupação com as gerações posteriores.
Sob essa ótica, a princípio, é valido destacar a fetichização dos objetos. Conforme o conceito de fetichismo da mercadoria, proposto pelo sociólogo Karl Marx, os produtos são facilmente substituíveis, porque o que se valoriza é o “status social’ proporcionado pelos utensílios. Nesse sentido, infelizmente, evidencia-se um cenário problemático, uma vez que ao priorizar o “prestigio social” de um objeto, no momento o qual aparecer algo novo, o que antes era símbolo de influência, em um curto período de tempo, é deixado de lado e substituído por uma novidade, acarretando o acúmulo em massa de objetos “ultrapassados” que, na maioria das vezes, virarão lixo.
Outrossim, cabe analisar a incúria da sociedade com as gerações futuras. Desse modo, Hans Jonas, na obra “Principio Responsabilidade”, enfatiza que a sociedade não deve preocupar-se apenas com o presente, pois o futuro pode não existir. Entretanto, verifica-se um panorama contrário ao teorizado, haja vista que a sociedade do consumo - caracterizada pela massiva aquisição de bens e serviços – gera uma quantidade exacerbada de resíduos para o meio ambiente, demostrando assim a irresponsável conduta com a posteridade, já que ao consumir desenfreadamente, mais lixo é produzido e há pouco tempo para recuperação ambiental, lesando assim as futuras sociedades.
Portanto, urge a necessidade de medidas para resolução desse problema. Sob esse viés, é imperativo que o Governo federal, em parceria com a imprensa, por meio das mídias sociais - como o Facebook e Twitter - promova campanhas publicitarias contendo os malefícios do consumismo e a consequente produção de lixo, a fim de atenuar a mistificação em torno da aquisição de objetos e mitigar a produção de lixo, no presente, com intuito de preservar a harmonia das futuras gerações. Assim, os elementos elencados na Magna carta se efetivarão.