O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 08/08/2021

O Artigo 5º, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão do lixo e a sociedade de consumo no Brasil, o que, além de grave torna-se um problema inconstitucional. Diante dessa perspectiva, percebe-se uma consolidação de um grave problema em virtude da contaminação do solo e da alta produção de lixo.

Nesse contexto, evidencia-se que a contaminação do solo é um grande responsável pela complexidade do problema. Nesse cenário, segundo o poema “Canção de Exílio”, do poeta Golçalves Dias, exalta um país perfeito e que possui características que nenhum outro lugar tem. Fora da obra, a realidade é diferente da discorrida pelo poeta, uma vez que, há inúmeros lixões e depósitos a céu aberto, que trazem prejuízos severos ao meio ambiente e a saúde das pessoas. Além disso, o descarte exarcerbado de lixos no solo pode contribuir para o desequilíbrio ambiental, propiciando mudanças físicas e químicas na superfície ecológica. Logo, faz-se necessário o combate dessa problemática.

Em segunda análise, vale ressaltar a alta produção de lixo  como promotor do problema. Sobre isso, de acordo com o escritor Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação. Sob esse viés, o capitalismo é um fator que contribui para o aumento do lixo, visto que, a corrida por poder aquisitivo, leva o cidadão ao consumo demasiado de diversos resíduos, mas, que por “falta de tempo”, não descartam os detritos de forma eficiente no ambiente, para garantir o “padrão de vida” e prestígio da sociedade. Desse modo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a atenuar o lixo e a sociedade de consumo do Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve promover mecanismos conscientizadores, por meio de propagandas na mídia em horários estratégicos, como, por exemplo, campanhas e palestras em espaços públicos, para que as pessoas saibam discenir seus direitos e deveres. Dessa forma, espera-se criar uma sociedade mais sustentável.