O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 11/08/2021

Sob a égide filosófica frankfurtiana, dos pensadores Theodor Adorno e Max Horkheimer, os sujeitos têm seus comportamentos homogeneizados pela perda da “Razão Crítica”. Desta feita, a mídia incute na sociedade a premissa de que as pessoas precisam consumir todos os lançamentos para que o cidadão seja valorizado no meio social em detrimento do consumo consciente, ou seja, sem a preocupação na quantidade de lixo produzido. Dessa forma, percebe-se que a alta produção de lixo no Brasil é decorrente não só da ausência de limite entre consumo e consumismo, mas também da cultura do desperdício.

Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, as pessoas nunca estão satisfeitas com o que possuem. Dessa maneira, elas vivem em um consumismo inacabável. Agora, na medida em que o indivíduo passa a consumir exageradamente, isso se torna um problema, pois o ser humano passa a ter valor de uso. Nessa perspectiva, a sociedade vive um momento em que o mais importante é fazer que ser, ou seja, como as pessoas passam a serem ou que possuem. Sendo assim, o consumismo afeta no agravamento da disparidade social e na produção de mais lixo, pois tudo se transforma em mercadoria.

Somado a isso, para o filósofo francês Gilles Lipovestky, o sujeito moderno e ocidental tornado-se guiado pelo efêmero, que se expressa no hábito de “usar e tirar”, e que entende ser natural os produtos que compra e utiliza um vida útil, o que requer sua substituição em curto prazo. Nesse sentido, tem-se um alto consumo e pouca durabilidade tanto pela ocorrência da obscelecência programada tanto pela indústria midiática, a qual intutula tal coisa como “fora de moda” e formenta nos deseja a querer adquirir os novos produtos. Por consequência, lamentavelmente, esse consumismo provoca terríveis impactos ambientais, pois é produzido muito, gerando também muito lixo, em que o descarte geração causa a pouluição dos lençóis freáticos e rios.

Logo, cabe ao Ministério da Educação e ao Meio Ambiente implementar uma educação ambiental robusta e permanente -haja vista a necessidade de romper com a cultura do hiperconsumo e produção da alta de lixo tão solidificada na sociedade contemporânea- por meio de seminários,debates e palestras trimestrais com produção de obras artísticas engajadas, um exemplo de contos, músicas e documentários, com o efeito social de formar uma nova ética no consumo que incentive os jovens a consumir menos e que auxilie na redução da cultura do desperdício. Além disso, as prefeituras incentivarem a população a separar o lixo e entregá-lo em centrais de reciclagem, em troca serão beneficiados com o desconto em impostos, como o imposto predial e territorial urbano, para que diminua a poluição ambiental, tendo assim, uma sociedade consciente do seus consumos e descartes.