O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/08/2021

Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim, em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorra uma patologia social. Não obstante, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra o lixo e a sociedade consumista no Brasil, verifica-se que essa visão e constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa maneira, e evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também a falta de conscientização social nesse âmbito diante desse quadro alarmante.

Em primeira análise, cabe expor a ausência de medidas governamentais para combater o grande desleixo estatal. De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar o direito dos indivíduos, eliminar condições de desigualdades e, assim, promover a coesão social, entretanto isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, o acumulo de lixo e o consumismo desenfreado na nação verde-amarela vem crescendo cada vez mais, trazendo consequências como o alto nível de resíduos poluentes em praias, ruas, lagos e lagoas, gerando doenças e menor qualidade de vida a os cidadãos, o que é induzido pelo não tratamento e despejo de sujeiras nos locais inapropriados, o que é função do Estado garantir a limpeza desses locais.

Ademais, a falta de consciência da população também pode ser apontada como promotor do problema. De acordo com dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, a geração de lixo saiu de 66,7 milhões de toneladas em 2010 para 79,1 milhões em 2019. Partindo desse pressuposto, percebe-se que o aumento do consumo na nação brasileira vem cada vez sendo maior, produzindo consigo aumento nos números de lixos mal descartados no Brasil, o que é efeito do não aprendizado por parte social de como esse fator afeta diretamente as suas vidas e seu bem-estar, diminuindo a qualidade de vida e suas expectativas de vida, sendo causa das doenças que se propagam por meio de escórias e enxurros. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho.

Depreende-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos obstáculos para combater as barreiras citadas. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em auxílio e suporte à o tratamento e administração dos resíduos, através de projetos e instituições públicas, uma vez que elas tornarão as pessoas conscientes dos malefícios que esse óbice trás, como também, aumentar o tratamento dos rejeitos mal descartados, com o objetivo de melhorar esse cenário caótico no Brasil. Dessa forma, poder-se-á diminuir, gradativamente essa patologia social do Brasil como prevista na teoria de Durkheim.