O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 29/09/2021
Segundo a lei da inércia, de Newton, um corpo permanece em repouso quando nenhum força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição na questão do aumento da produção de lixo no Brasil. Diante dessa perspectiva, essa questão configura-se como um grave obstáculo na sociedade brasileira, em virtude da falta de debate e da baixa atuação estatal.
A princípio, destaca-se a que a falta de debate acerca do aumento do consumo e consequentemente do lixo produzido é um fator consolidador do problema. Contrariando a frase do célebre filósofo Jürgen Habermas “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”, no Brasil, proposições como a de Habermas têm sido tratadas como triviais na sociedade. Como resultado, sem diálogo sério e massivo, não são debatidas opções de combate ao lixo em conjunto com a sociedade, o que contribui para a perpetuação do cenário.
Outrossim, é imperativo pontuar que a ausência de coleta de lixo de forma adequada em regiões brasileiras deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos para coibir esse empecilho. Nesse contexto, segundo o pensador Thomas Hobbes, cabe ao estado garantir o bem-estar da população, o que não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os cidadãos brasileiros sofrem com os malefícios de uma coleta não sustentável de dejetos e os problemas de saúde que o excesso de resíduos provocam, ocasionando um sentimento de desamparo. Desse modo, é necessária a reformulação da postura estatal de forma urgente.
Portante, é imprescindível que medidas sejam tomadas de forma urgente. Nesse sentido, o Ministério do Meio ambiente em parceria com o Tribunal de Contas da União, deve realizar pesquisas nas redes sociais, por meio de publicações e enquetes, a fim de identificar locais que necessitam de implantação de coleta seletiva de lixo. Somente assim, será possível ter um Brasil mais sustentável e alcançar a sociedade proposta por Hobbes.