O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 26/09/2021

No documentário norte-americano, ‘‘Oceanos de plástico’’ da Netflix, exibe as toneladas de objetos descartados que foram parar em águas mais distantes possíveis da civilização, em que, com a ação do calor do sol, tornaram-se micropartículas plásticas, um nível de perigo mais elevado que o próprio plástico normal. Diante dessa questão, o consumo cada vez mais frenético, possibilita a produção acelerada do produto químico, logo possibilita problemas como, a bioacumulação na natureza e a reciclagem como meio de diminuir todo acúmulo de lixo, que já não é mais o suficiente.

Neste sentido, deve-se destacar que há uma cadeia trófica, na qual seres menores contaminam-se com microplasticos ao se alimentarem, com isso, chega até os predadores de nível trófico superior, no caso, os seres humanos. De acordo com a revista norte-americana ‘‘Science’’, cientistas encontraram esses tipos de partículas em fezes humanas e alertam que, mudanças no DNA e nas proteínas, podem ocorrer diante de uma grande quantidade desse tipo de lixo consumido. Logo, além do plástico em grande quantidade ser um problema, há uma nova questão, o microplástico, que ao se decompor, torna-se ‘‘invisível’’ aos olhos humanos, entretanto, isso é mais um novo problema, já que a cada dia, consome-se mais, reaproveitam menos, criam-se novos transtornos e os antigos, não são solucionados, assim afeta todas as camadas onde há vida.

Ademais, com o avanço das tecnologias e a compra de inúmeros objetos plastificados, o meio utilizado para diminuir o lixo, como a reciclagem de materiais, não seja ao suficiente para conter todo o seu avanço. ‘‘O ser humano produz 300 milhões de toneladas de lixo por ano’’, segundo a pesquisa realizada pela ONU, em 2019. Desse modo, mesmo que haja toda uma campanha e apoio do governo brasileiro, para educar a população sobre esse assunto, ainda sim, há a produção de microplasticos, como por exemplo, em cosméticos (esfoliantes), ‘‘glitters’’ e até mesmo, na lavagem de roupas que liberam o pequeno material sintético.

Diante dos fatos expostos, urge que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas públicas, motive empresas privadas que produzem plástico, a sintetizarem também materiais biodegradáveis, assim influenciaria novas companhias (até mesmo as de produção têxtil) a seguirem o mesmo caminho e futuramente, diminuiria o acúmulo e a produção de nano partículas plásticas. Outrossim, o Ministério da Educação fortaleça as campanhas de reciclagem nas escolas, por meio de atividades extracurriculares e palestras. Por fim, resolveria dois problemas desta geração, interromperia a bioacumulação e a produção desenfreada de alguns objetos feitos a partir do petróleo, evitando que apareça mais ‘‘oceanos de plástico’’ pelo mundo.