O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 19/10/2021
Na animação “Wall-e” da Pixar, a Terra se tornou inabitável para a humanidade e qualquer outra forma de vida, por causa da exacerbada poluição decorrente do acúmulo de lixo no Planeta. Fora da ficção, o Brasil também enfrenta o problema do lixo, que se dá, em grande parte, pelo excesso de consumo de produtos. Dessarte, não só o exacerbado consumismo, como também a inoperância estatal colaboram para a perpetuação da problemática no país.
É importante ressaltar, em primeira análise, que a aquisição desnecessária de produtos contribui com o problema. Sob essa óptica, segundo o conceito de “Indústria Cultural” dos filósofos Adorno e Horkheimer, a indústria ultiliza mecanismos de manipulação para induzir a população ao consumo desenfreado. Visto isso, a compra de produtos de forma não consciente produz muito lixo, o que resulta na poluição do Planeta. Assim, tal situação é intolerável, porque põe em risco o equilíbrio ambiental da Terra.
Além disso, a ausência de ações do governo se configura como um agravante da problemática. Nesse viés, para o filósofo Rousseau, o Estado descumpre o contrato social quando não garante os direitos populares. Com isso, a falta de programas de coleta seletiva e reciclagem é consequência do défict de políticas públicas que visem mitigar o problema do lixo. Diante de tal contexto, é inaceitável que a negligência governamental persista, porque contribui com a poluição do meio ambiente.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para a resolução dos impasses. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com os estados e municípios, criar uma campanha nacional de reciclagem, por meio de subsídios destinados a implantação de centros especializados em reciclagem nas principais cidades do Brasil, a fim de transformar o lixo produzido em materiais úteis. Logo, a situação descrita na animação “Wall-e” não se tornará realidade na sociedade brasileira.